Governo avança com 52 medidas para a construção

08/03/2013  


 

Pacote assinado hoje com a confederação do sector pretende travar escalada da taxa de desemprego, que caminha para os 20%

 

O Governo assina hoje com a CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário um pacote de 52 medidas para apoiar o sector, que inclui apoios de 3,7 mil milhões de euros de verbas do QREN e outras ajudas, designadamente ao financiamento das empresas.

Reis Campos, presidente da CPCI, escusou-se a quantificar o valor total do programa de apoio, reivindicado há muito tempo pelo sector. O presidente da CPCI, recentemente reeleito para o cargo, admite que na base das preocupações do Governo e da agenda da União Europeia está a escalada da taxa de desemprego, que a manter o ritmo de crescimento actual pode atingir rapidamente os 20%.

Reis Campos lembra que o sector representou 26% do total de desemprego do país em 2012, com mais de 114 mil desempregados. Mas o rimo de destruição do emprego no terceiro trimestre foi ainda “mais assustador”, acrescentando 46 mil pessoas, ou seja, 55,8% do total de postos de trabalho perdidos no período.

O presidente da CPCI manifesta-se esperançado nos resultados práticos das 52 medidas, afirmando esperar que se quebre um ciclo de 11 anos de queda de produção do sector, que ainda emprega mais de 600 mil trabalhadores.

As linhas gerais do Compromisso para a Competitividade Sustentável da Construção e Imobiliário, a firmar hoje pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e pela ministra da Agricultura e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, já estavam inscritas no Orçamento do Estado para 2013.

A parte mais visível do pacote entronca na reafectação das verbas do QREN, no montante de 3,7 mil milhões de euros, canalizadas para infra-estruturas e equipamentos, em que se incluem obras de reabilitação urbana, como de escolas e hospitais, e a manutenção de estradas.

Outras medidas visam promover o emprego e as qualificações, e melhorar o acesso a linhas de financiamento por parte das empresas do sector, bem como estimular a internacionalização e a inovação empresarial. Na componente imobiliária, o pacote de medidas pretende dinamizar a reabilitação urbana e o mercado do arrendamento, reduzir os custos de contexto e assegurar a sustentabilidade ambiental no sector.

Reis Campos destaca que, para além das 52 medidas a concretizar no curto prazo, o pacote hoje assinado abrange compromissos para o futuro programa comunitário de apoio, para o período de execução entre 2014 e 2020, o que representa, a nível nacional e comunitário, o reconhecimento da importância do sector.

Contactado pelo PÚBLICO, Luís Lima, presidente da Apemip, a associação de empresas imobiliárias que está integrada na CPCI, disse ter expectativas de que os compromissos hoje assumidos contribuam positivamente para o crescimento da produção sectorial.

 

See it on Scoop.it, via IND
 
Facebook | Condições gerais de venda | Pagamento e envio | Aos preços indicados acresce IVA à taxa legal em vigor.
 
© IND - Soluções de Sinalização 2011. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Datasuporte, Lda.