AEP vai “concentrar-se no apoio e promoção das empresas”

28/03/2013  

Novo passo no plano de reestruturação, que passa por um aumento de capital, foi aprovado e marca “uma nova fase na vida da AEP”, diz ao Diário Económico José António Barros, presidente da associação.

O acordo relativamente ao plano de reestruturação da AEP, divulgado ontem pela associação nortenha, vai permitir que a entidade passe a “concentrar-se no apoio e promoção das empresas portuguesas e deixar de ser uma promotora imobiliária”, afirmou ao Diário Económico José António Barros, presidente da associação.

“Abriu-se uma nova fase na vida da AEP, depois de concluído o processo de reestruturação que dura há quase dois anos e que envolveu os bancos credores e o próprio Estado”, garantiu o responsável, defendendo que “a AEP quer continuar a ser um promotor de feiras, um promotor de missões no estrangeiro e continuar a apostar na formação profissional.”

A AEP tem um passivo de 90 milhões de euros, sobretudo crédito à banca, e está a passar por dificuldades financeiras, com atraso no pagamento a fornecedores e dos salários de Fevereiro dos cerca de 200 colaboradores. As medidas agora acordadas permitirão revitalizar a associação nortenha, que se voltará a focar na sua principal actividade: a promoção de feiras e negócios e o apoio as empresas portuguesas.

“No âmbito do plano de reestruturação aprovado pelos associados na assembleia geral de 21 de Setembro de 2011, foi celebrado na passada semana um Acordo Extrajudicial de Recuperação (AER) com nove instituições bancárias e com a Exponor, entidade participada pela AEP”, segundo o comunicado divulgado ontem pela associação. Este acordo garante aos bancos que os seus créditos têm prioridade no pagamento e que um credor não pode avançar com um pedido de indemnização contra a entidade que está sob este mecanismo. Seguiu-se a criação de um fundo imobiliário, o Nexponor, criado para integrar os terrenos e instalações da Exponor, “com um capital social inicial de 375 mil euros, integralmente subscrito pela AEP”.

O fundo criado terá um capital de 66 milhões de euros, subscrito em grande parte pela banca, pela Fundação AEP e pela própria AEP, além de outros investidores. O objectivo é saldar parte da dívida de 90 milhões de euros aos bancos, que têm cerca de 78% dos créditos totais, com especial peso do BPI, ao que apurou o Diário Económico.

Esta sociedade será gerida pela FundBox e será cotada na Alternext Lisbon, mercado vocacionado para as PME. O período de subscrição já arrancou e decorre até 20 de Abril, segundo a informação divulgada.

A AEP receberá cerca de cinco milhões de euros para as suas despesas correntes nesta fase de reestruturação, nomeadamente o pagamento dos salários de Fevereiro e Março aos colaboradores, que deverão reduzir-se de cerca de 200 para 90 funcionários em Portugal e cerca de 50 espalhados pelo mundo, apurou ainda o Diário Económico. O acordo com os credores prevê ainda a manutenção de uma dívida de 6,5 milhões de euros a dez anos, como parte do plano de reestruturação, ou saldada com a venda dos activos imobiliários da AEP.

Excluídas deste processo ficam as entidades participadas, como a Fundação AEP, a Exponor Brasil, a Caesae, a APCER, a Feira Park ou a Exponor Digital, “ou porque são económica e financeiramente sustentáveis ou porque a posição da AEP é minoritária”, segundo o comunicado divulgado.

via: Económico.

 
Facebook | Condições gerais de venda | Pagamento e envio | Aos preços indicados acresce IVA à taxa legal em vigor.
 
© IND - Soluções de Sinalização 2011. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Datasuporte, Lda.